sexta-feira, 1 de agosto de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
Love is

"To love is to suffer. To avoid suffering one must not love. But then one suffers from not loving. Therefore to love is to suffer, not to love is to suffer. To suffer is to suffer. To be happy is to love. To be happy then is to suffer. But suffering makes one unhappy. Therefore, to be unhappy one must love, or love to suffer, or suffer from too much happiness. I hope you're getting this down."
- Woody Allen
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Aurora
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terça-feira, 1 de julho de 2008
Como será?
Keith Charles (Mathew St. Patrick) in Six Feet Under
Eu... será que te consigo ver como realmente és?
Será que, se conseguir, ainda quererei ficar contigo?
E quer consiga ou não consiga, será que ainda quero ficar contigo?
Será que quero, pelo menos, pensar verdadeiramente nisso?
E será que o farei?
Será?
Ou será que continuarei a fechar os olhos...?
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Estrela
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sexta-feira, 27 de junho de 2008
Flirt ou mimos para o ego
Lá porque uma pessoa se casa não quer dizer que deixe de ser pessoa, quer dizer...
Quer dizer que lá porque uma pessoa se casa não deixa de ter olhos, não deixa de ter ouvidos, não deixa de ter nariz, não deixa de corar, não deixa de sentir arrepios nos braços ou apertos no estômago, quer dizer...
Quer dizer que lá porque uma pessoa se casa não quer dizer que lá porque ama alguém acima de qualquer outra não quer dizer que não goste um bocadinho de outra qualquer, quer dizer...
Quer dizer que lá porque uma pessoa ama alguém acima de qualquer outra não quer dizer que não goste que outro alguém goste um bocadinho de nós, certo?
E sabe tão bem quando, depois de todos, depois da espera, aparece alguém que esperou que estivessemos sós para dizer:
- Estás tão gira!
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Aurora
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segunda-feira, 16 de junho de 2008
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Humm...
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segunda-feira, 19 de maio de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Descobri um blog... (1)
Viciante.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008
Mail para o Filipe
Acho que é só.
Beijos,
Estrela
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quarta-feira, 5 de março de 2008
Surpresa
Fiquei surpresa e acima de tudo curiosa, não estava à espera de nada, mas quando vi a senhora a sair do elevador fiquei completamente estupefacta: ela carregava um grande ramo de rosas vermelhas, lindo!
A primeira coisa que me veio à cabeça foi que a senhora se tinha enganado e o ramo não era para mim. [Quem é que me iria enviar flores?! Não estava mesmo a ver!]
- Tem a certeza que é para mim?
- É a Dra. Estrela?
- Sou...
- Então é mesmo para si. Tem um cartãozinho que explica tudo.
Apressei-me a fechar a porta para poder ler o cartão em privado. Abri o envelope minúsculo com as mãos trémulas: [Afinal era a primeira vez que me enviavam flores!]

Fiquei extasiada!! :) Como mudou o meu marido, está tão querido! Quer dizer, eu não faço anos nem é nenhuma data especial, esta surpresa foi só porque eu ontem estava triste! E enviou-a de tão longe, é tão lindo...! [O que a saudade faz às pessoas!]
Escusado será dizer que passei o dia todo com um sorriso do mais enorme que há, na boca e na alma. Foi o remédio perfeito para a enxurrada de lágrimas de ontem. Já passou...
Obrigada, meu amor.
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terça-feira, 4 de março de 2008
Por fim, aliviada
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Estrela
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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Sonhos
Com o Daniel. Foi com ele que sonhei. Um sonho tão real que quando acordei ainda podia sentir o sabor dos seus lábios e o toque suave das suas mãos pelo meu corpo. Acordei com o coração apertadinho de saudades. Credo, que tempos loucos, aqueles! [E como foi bom!]
Depois de sete agonizantes meses em depressão sem tratamento, o Daniel foi a melhor terapia que poderia ter tido. Ele fez com que eu voltasse a olhar para o lado cor-de-rosa da vida que, na realidade, não via com olhos de ver desde a adolescência.
Temos gostos muito parecidos, o que ajudou à festa: levou-me várias vezes a dançar ritmos calientes, fomos ao cinema, fizémos noitadas com amigos a jogar e a beber copos, jogámos matrecos, andámos às compras, fomos à feira popular, fomos à viagem de finalistas e àquele congresso em Madrid, fez-me rir, fez-me rir tantas vezes...!!
E depois era aquela coisa toda do fruto proibido, o que despertou [E de que maneira!] o meu desejo sexual adormecido há séculos. Qualquer segundo em que estivéssemos sozinhos era aproveitado para nos beijarmos com sofreguidão, nos apalparmos, nos roçarmos, nos abraçarmos, com uma paixão louca e muitas vezes incontrolável. O Daniel fazia-me sentir como uma espécie de deusa sexual: sexy, confiante, selvagem, desejada, poderosa. [Claro que os anti-depressivos que comecei a tomar na altura e a falta de apetite durante meses que me deixou com um corpo fabuloso contribuiram imenso para esse meu sensual e feliz estado de espírito!]
Alimentávamos o nosso desejo durante todo o dia, provocávamo-nos, com olhares comprometedores, com toques muitas vezes pouco subtis, com picardias verbais constantes, com carícias trocadas rapidamente sem que ninguém visse. À noite, todas as noites, consumávamos a nossa paixão, com a loucura muito própria dos apaixonados. [E não de apaixonados "normais", mas de apaixonados sem possibilidade de ter um crompomisso sério. Por um lado isto era assustador, mas por outro permitiu-nos uma liberdade - especialmente a nível sexual - que não poderíamos ter numa relação duradoura. Um destes dias faço um post sobre os deliciosos pecados que cometemos juntos. Talvez ganhe coragem para contar as loucuras todas, talvez... um dia destes...!]
Com o Daniel não havia monotonia, nem por um segundo. E, com ele, eu podia ser eu, o que é verdadeiramente precioso. Lembro-me tantas vezes da Valéria me dizer, com um ar muito sério, que nunca me tinha visto tão feliz. E é verdade. Foram os meses mais felizes de todos os anos que passei na faculdade. Os mais loucos também.
Da última vez que o Daniel me telefonou, antes do Natal, contei-lhe que o Filipe estava a trabalhar na Suécia, e que eu própria estava a pensar emigrar:
- Para a Madeira?
- 'Tás tonto?
- Não... tenho uma lista de espera de quatro meses, estava mesmo a pensar pôr cá outro médico a trabalhar, vens para cá tu! Era mesmo isso que eu gostava, ter uma mulher com a minha profissão, trabalhávamos juntos e trancávamo-nos no consultório para uns intervalinhos picantes!
- Não te ponhas com essas conversas, Daniel, agora somos só amigos...
- Eu fui muito burro de não ter tomado uma decisão naquela altura, uma decisão que exigia uns grandes tomates, que não tive. Se pudesse andar para trás fazia tudo diferente. Tive em consideração o meu namoro de longa data, não tive coragem de a deixar, e agora estou como estou! [Está em processo de divórcio.] Se o arrependimento matasse...!
A conversa dele mexeu comigo, muito mais do que eu queria. Andei não-sei-quantos dias a pensar se estaria realmente a ir pelo caminho certo, e como teria sido se tivesse feito uma escolha diferente. Questionei vezes sem conta se o meu casamento com o Filipe valeria mesmo a pena, se não seria melhor ter uma relação mais fácil, mais simples. Se não seria mais feliz.
Mas não tenho uma resposta... Sim, eu fiz uma escolha naquela altura, é verdade, foi uma opção minha e só minha, e eu decidi que amava o Filipe e que ia ficar com ele, mesmo, para casar.
Tomei essa decisão e segui em frente sem me permitir olhar para trás. Era a coisa certa a fazer, a que magoaria menos gente. Era a única coisa a fazer... o Daniel ia para a Madeira no fim do curso e não ia largar a namorada, por isso não foi propriamente uma escolha entre um e outro, foi mais entre ficar com o Filipe ou sozinha, e como eu nunca soube estar só nem sequer considerei essa hipótese. Só decidi ficar com o Filipe depois do Daniel se ter ido embora...
A Valéria diz que se o Daniel não tivesse voltado para a Madeira ainda hoje estaríamos juntos. Eu rio-me e respondo-lhe que está enganada, que teria escolhido o Filipe de qualquer maneira, mas não sei se falo para ela ou para mim própria... e mudo rapidamente de conversa para não ter que pensar mais sobre o assunto.
Mas hoje sonhei com ele e estive todo o dia a pensar. Se fiz bem, se fiz mal, se ainda posso fazer alguma coisa... Se tivesse tido uma verdadeira hipótese com o Daniel teria-a aproveitado, ou será que acabaria por escolher o Filipe? Com o qual seria mais feliz?
Infelizmente, nunca terei respostas para estas perguntas... Mas também não interessa, escolhi há muito tempo qual o caminho a seguir, agora não adianta de nada olhar para trás. Ou adianta?
Posso arrepender-me... ou não posso?
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Estrela
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Porquê este?
Por exemplo, o Daniel deu um grande abanão na minha vida pelas suas excelentes qualidades. É uma pessoa de trato fácil, sempre bem-disposto, amigo, companheiro, mimoso, sexo excelente, objectivos e ideais fáceis de querer acompanhar, etc, etc, etc...!! Ainda por cima, tem a capacidade de me fazer rir mesmo que esteja triste ou chateada com qualquer coisa (qualidade que o Filipe, infelizmente, não possui).
Mas [E estas coisas têm sempre um mas, é uma chatice!], o Daniel manteve a namorada dele durante todos os meses em que esteve comigo, o que, a meu ver, demonstra uma falta de carácter muitíssimo grave. Claro que ambos tínhamos consciência de que aquele affair não podia passar disso mesmo, tinha fim anunciado e marcado no calendário, o que não me impediu de acabar com o Filipe... no meio de tantos erros de toda esta história, era a coisa certa a fazer. E também nunca conseguiria ter uma relação com dois homens ao mesmo tempo, não tenho feitio para isso [Mesmo que o quisesse!]. Sou totalmente a favor da monogamia [Mas só contei ao Daniel anos depois daqueles três meses...!].
Ora, o meu Filipe [Que, ainda por cima, é um péssimo mentiroso!] nunca conseguiria enganar a sua mulher durante tanto tempo [Nem, tal como eu, mesmo que o quisesse!]. Mesmo em adolescente, quando todos os rapazes se congratulam por serem grandes garanhões e adoram contabilizar rabos-de-saia, ele nunca foi de andar com esta e com aquela, e muito menos de se gabar das suas intimidades. Já o Daniel, no que toca a este assunto é exactamente o oposto, orgulhando-se de todas as conquistas, as que fez e as que diz que fez! Mais uma vez, a falta de carácter... imperdoável.
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Estrela
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Correspondências
Enquanto se escrevem cartas para a lua esperando por dias de sol, há quem escreva para Paris esperando que alguma cegonha transporte uma encomenda.
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Aurora
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Fantasmas
Não consigo deixar para trás quem esteve ao meu lado.
Não sabem, não saberão e provavelmente nem acreditariam.
Certamente convencidos que os esqueci, alguns tão pouco acreditaram que os vivi, perseguem-me, fazem parte de mim.
Uns mais que outros, evidentemente. Lamento...
Talvez os venha a espalhar por aqui.
Todos o merecem e a lua é boa companhia.
Talvez os consiga deixar por aqui.
Ocupam-me imenso espaço onde os carrego.
E fazem frio.
Uns mais que outros, evidentemente.
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Aurora
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Tarde demais
Teve tanto tempo para vir a tempo.
Teve quase todo o tempo.
Esperei todo o tempo que podia esperar.
Esperei até quase desesperar.
Sem nada fazer por merecer o desespero, sempre houve quem desesperasse e continuasse a esperar-lo.
Quase a desesperar desisti da espera.
Avisei-o, como pediu.
Voltou tarde...
Só lhe posso agradecer.
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Aurora
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